Quero um emprego, mesmo que seja de vendedor!

QUERO UM EMPREGO, MESMO QUE SEJA DE VENDEDOR!

02/2017
Por: Antônio Braga

Outro dia, estava assistindo a um telejornal de Recife e um dos assuntos abordados era sobre o desemprego no Brasil, especialmente, no estado de PE. Foi feita uma matéria numa dessas agências de emprego do governo que disponibilizam vagas de trabalho, onde algumas pessoas que estavam lá foram entrevistadas para falar da sua situação atual. Várias pessoas comentaram que estão desempregadas há algum tempo e não têm conseguido nem serem entrevistadas nas empresas em que se candidatam.

Diante dessa dificuldade de emprego, pelo que mostrou, as pessoas estão topando todo tipo de serviço. Na matéria, tinha um rapaz que falou que estava desempregado há um ano e era técnico em mecânica, mas estava aceitando qualquer coisa que aparecesse, tais como: serviços gerais, motorista e até ser vendedor!

Veja que coisa! Em pleno século XXI, com o mercado globalizado, moderno, competitivo, repleto de clientes exigentes e cada vez mais conscientes dos seus direitos, ainda tem gente com esse pensamento. Caso um candidato que pensa assim seja contratado por alguma empresa, será mais um desses profissionais sem qualificação a continuar denegrindo a imagem do vendedor. O pior de tudo, é que sempre vai ter uma empresa para contratá-lo com um baixo salário, inserindo-o no ramo sem nenhum treinamento, mas reclamando depois que o mercado está difícil e colocando a culpa na equipe de vendas!

Como é de praxe no mercado brasileiro, muita gente entra no ramo de vendas por acaso, mas poucas pessoas alcançam o sucesso, que são exatamente as que buscam a qualificação porque percebem logo que vendas é para profissionais. Já dizia o saudoso e grande palestrante Eduardo Botelho: “Vendas não é para qualquer um”.

Quero um emprego, mesmo que seja de vendedor!Ao analisarmos o que acontece na profissão de vendas com base nas Quatro Fases do Aprendizado, teremos as seguintes situações:

Primeira fase – Incompetência Inconsciente: O vendedor é inserido no mercado, mas não tem consciência do quanto não sabe sobre vendas. É a fase da ignorância. Ele pensa que vender é fácil, que é apenas atender o cliente e tirar o pedido do produto que ele solicita por achar que resolve o seu problema.

Segunda fase – Incompetência Consciente: É quando o vendedor começa a ter consciência da sua falta de habilidade para desempenhar a função. Passa a perceber que para vender é preciso ter conhecimento do produto, clientes, técnicas de vendas, de atendimento, negociação etc.

Terceira fase – Competência Consciente: Após alguns treinamentos sobre vendas, leituras, práticas do dia a dia, o vendedor adquire certo nível de conhecimento, desempenhando a profissão corretamente, mas não com tanta habilidade, exigindo, portanto, esforço consciente.

Quarta fase – Competência Inconsciente: Nesta fase o vendedor já nem tem consciência do quanto sabe. É um profissional competente, experiente e desempenha a profissão com alto nível de desenvoltura. Tem muito conhecimento de todo o processo da venda, executando-o sem perceber como está fazendo, pois isso já faz parte do seu inconsciente.

Infelizmente, segundo pesquisas, o contingente de vendedores que chega ao nível máximo de aprendizagem ainda é muito baixo em relação total de profissionais de vendas em atividade no mercado. Pertencem a este grupo os vendedores de alto desempenho, ou seja, a nata dos profissionais de vendas. Muitos vendedores ficam entre a primeira e a segunda fase. Outros passam para a terceira fase, sendo que nem todos buscam o aperfeiçoamento contínuo.

Os vendedores do quarto grupo são bem-sucedidos porque reconhecem que o aprendizado constante faz com que o desempenho da profissão não vire apenas um hábito, pois o nível de exigência dos clientes é cada vez maior e as mudanças no mercado acontecem com muita frequência, exigindo competência e atualização do vendedor.

Recife, 02/03/2017

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